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29 Mar

Pode ler o excerto clicando na imagem e pode fazer o download do ebook completo no link abaixo.

 

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100 dicas de poupança (1)

15 Out

ÁGUA

1. INSTALE REDUTORES DE CAUDAL NAS TORNEIRAS E CHUVEIROS

fatura anual da água seja 40% mais barata

2. FECHE AS TORNEIRAS Ao lavar os dentes, as mãos, os pratos ou a roupa, não deixe a água a correr desnecessariamente.

3. CUIDADO COM AS TORNEIRAS QUE PINGAM Uma torneira a pingar pode representar cerca de 6.000 litros anuais de desperdício, de acordo com a EPAL.

4. COLOQUE UMA GARRAFA NO AUTOCLISMO Ao colocar uma garrafa de água de 1,5 litros no autoclismo é possível reduzir o consumo, em média, 7.000 litros e, com isso, diminuir a conta da água.

5. APROVEITE TODA A ÁGUA Todos os dias desperdiçamos água, nomeadamente no duche, antes de a água quente começar a correr. Por isso, passe a aproveitar essa água, assim como a da chuva para vários fins, como por exemplo: para regar as plantas, para lavar o chão ou o carro.

6. VEJA ONDE ESTÁ A DESPERDIÇAR MAIS ÁGUA Faça uma simulação, no simulador da Deco, e veja onde é que está a desperdiçar água. Para tal, deve inserir no simulador os dados específicos sobre o uso de vários equipamentos e o nível de eficiência, como por exemplo: Toma banho de imersão ou duche? Quantas vezes utiliza as máquinas de lavar? Depois de colocar os seus consumos, o simulador faz uma estimativa de quanto gasta, quanto pode poupar e em que áreas da casa pode ter consumos mais moderados.

CONSELHOS PARA POUPAR POUPE ATÉ 50 EUROS EM ÁGUA com bons hábitos de utilização e os dispositivos certos, diz a Deco.

UM CONSELHO Meça os consumos das torneiras e chuveiros antes de comprar dispositivos economizadores.

Nas torneiras e chuveiros, verifique o tempo que demora a encher um recipiente com um litro de água.

Depois divida 60 pelo tempo anotado.

Se o débito for elevado, ou seja, exceda os nove litros por minuto, instale limitadores de fluxo.

A Deco aconselha também a instalar, mesmo se o fluxo exceder seis litros por minuto.

Aproveite a água desperdiçada todos os dias no duche para lavar o carro NO INVERNO maximize a exposição solar SABIA QUE 25% 30% A das necessidades de aquecimento se devem às perdas de calor que se originam nas janelas, de acordo com o Guia da Eficiência Energética, da ADENE

ELETRICIDADE

7. PINTE AS PAREDES E OS TETOS DE CORES CLARAS Este pequeno truque pode fazer a diferença na conta da eletricidade.

8. EVITE ‘ABAT-JOURS’ MUITO OPACOS Quando comprar um candeeiro, evite ‘abat-jours’ opacos porque obrigam à utilização desnecessária de lâmpadas mais potentes e, consequentemente, mais gasto de energia.

9. APOSTE NUM BOM ISOLAMENTO PARA AS JANELAS Se vai construir uma casa de raiz ou fazer obras, não poupe no isolamento de todos os acabamentos exteriores. Ganhará em conforto e poupará dinheiro em climatização. Instale janelas com vidro duplo ou janelas duplas e caixilharias com corte térmico. Para tapar fugas ou diminuir as infiltrações de ar de portas e janelas, pode utilizar materiais fáceis e baratos como o silicone, massa ou fitas isolante.

10. NO INVERNO MAXIMIZE A EXPOSIÇÃO SOLAR É uma forma de reduzir a necessidade de aquecimento e a utilização de iluminação artificial, levantando os estores e abrindo os cortinados.

11. NO VERÃO FAÇA O OPOSTO No verão utilize estores exteriores, para reduzir a necessidade de refrigeração condicionada. Evite também a entrada de raios solares diretos durante o dia e facilite a ventilação natural durante a noite, abrindo as janelas em lados opostos da casa.

3. TIRE PARTIDO DA TARIFA BI-HORÁRIA Se os seus consumos são muito intensivos, e já não tem muita margem de manobra para reduzi-los, opte pela tarifa bi-horária.

14. PRIVILEGIE AS LÂMPADAS ECONOMIZADORAS Evite as lâmpadas incandescentes. Prefira lâmpadas de halogéneo, LED ou fluorescente, consoante a divisão da casa e a necessidade de iluminação.

15. EVITE O ‘STAND-BY’ E OS CONSUMOS “FANTASMA” Desligue completamente os aparelhos quando não estão em uso e evite deixá-los em modo ‘stand-by’. Os equipamentos estão em ‘stand-by’ quando estão a consumir energia, sem estarem a desempenhar uma função e tendo indicação de consumo (tem luz de presença ligada).

16. FAÇA AS CONTAS ANTES DE COMPRAR UM ELETRODOMÉSTICO – procure adquirir um com etiqueta energética classe A. Porém, se está em dúvida entre um modelo classe A+++, mais caro, e outro classe A+, mais barato, a Deco ensina a fazer as contas, para ver se compensa: multiplique o consumo anual (kWh/ annum) mencionado na etiqueta energética pelo valor do kWh da sua tarifa de eletricidade. Veja qual é que fica mais barato ao fim de um ano e ao fim de 10 anos.

17. PREFIRA TEMPERATURAS MAIS BAIXAS NAS MÁQUINAS Sabia que as máquinas de lavar loiça e roupa são dos eletrodomésticos que mais consomem energia? Cerca de 90% desse consumo corresponde ao aquecimento da água, por isso, é importante que prefira sempre as temperaturas mais baixas.

ENTRE 15 A 20%… É quanto pode poupar na fatura da eletricidade caso escolha a iluminação correta para cada divisão da casa, de acordo com a Adene.

POUPE ATÉ 4,8% Estima-se que em cada lar português se consuma, em média, 193 kWh/ano em ‘stand-by’ e ‘off-mode’, o que corresponde a um peso de cerca de 4,8% na fatura energética anual, de acordo com o site Ecocasa. A Deco disponibiliza um site onde pode fazer simulações dos consumos em ‘stand-by’ e em ‘off-mode’.

A tradicional lâmpada de 60 W (que custa cerca de 1,2 euros) proporciona a mesma luz que uma lâmpada fluorescente compacta de 11 W (cerca de 7 euros), que é de baixo consumo. Se tivermos em consideração que o tempo de vida útil destas últimas é bastante superior às primeiras, a poupança anual será de quase 58 euros, segundo o “Guia da Eficiência Energética”, da Adene.

18. MANTENHA A MÁQUINA DE LAVAR LOIÇA IMPECÁVEL Uma boa manutenção melhora o comportamento energético dos equipamentos, por isso, limpe frequentemente o filtro da máquina de lavar loiça. Mantenha sempre cheios os depósitos de abrilhantador e sal, pois reduzem o consumo de energia na lavagem e secagem, respetivamente.

19. NÃO ABRA O FORNO DESNECESSARIAMENTE Se estiver a cozinhar no forno, deve evitar abri-lo desnecessariamente, uma vez que sempre que o faz está a perder no mínimo 20% da energia acumulada no seu interior. Desligue o forno uns minutos antes de terminar o tempo, porque o calor acumulado serve para terminar o cozinhado.

20. TROQUE O FORNO PELO MICROONDAS Sempre que possível, troque o forno pelo microondas, porque reduz o consumo de energia em cercade 60 a 70%, para além de poupar tempo, diz a Adene.

21. PASSE GRANDES QUANTIDADES DE ROUPA Aproveite o aquecimento do ferro para passar grandes quantidades de roupa de uma só vez, evitando ter que o ligar muitas vezes para pequenas quantidades de roupa.

22. MANTENHA A TEMPERATURA CONFORTÁVEL Segundo a Agência para a Energia, 20º é suficiente para manter o conforto numa casa. Nos quartos a temperatura pode variar entre os 15ºC e os 17ºC. Ligue o aquecimento só após ter arejado a casa e fechado as janelas.

23. TROQUE O AQUECEDOR ELÉTRICO POR UM A GÁS A conta da eletricidade dispara no Inverno? Provavelmente é porque nesta estação os aquecedores estão ligados durante muito tempo. Se é o seu caso, equacione trocar o aquecedor elétrico por um a gás. São mais económicos e aquecem o ambiente mais depressa que os aquecedores elétricos.

fonte – saldopositivo da cgd e deco

 

consultas jurídicas online em Portugal

15 Out

Se precisar de saber algo sobre o mundo jurídico…

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NOVA LEI DO ARRENDAMENTO URBANO

A Lei 31/2012, de 14 de Agosto, aprovou o Novo Regime do Arrendamento Urbano, das várias alterações introduzidas destacam-se as seguintes:

Arrendamento sem limites mínimos:

Agora passará a vigorar o prazo acordado entre as partes. Se nada se disser, aplicar-se-á um regime supletivo de 2 anos, automaticamente renováveis. Subsiste ope legis, o prazo de 30 anos como limite máximo para a duração de um contrato com prazo certo.

Quanto à renovação automática, se nada for estipulado em contrário, o contrato com prazo certo renovar-se-à automaticamente no seu termo e por períodos iguais.

 

Transmissão por morte do Contrato de Arrendamento:

Em caso de morte do arrendatário, o arrendamento será transmitido aos cônjuges, unidos de facto, ascendentes e descendentes directos, mas apenas durante dois anos. Findos estes dois anos, terá de haver renegociação do contrato.

Os beneficiários desta transmissão não poderem ter casa comprada ou arrendada no mesmo concelho ou, no caso de Lisboa e Porto, nos concelhos limítrofes.

 

Cessação do Contrato de Arrendamento:

Por denúncia

– Se o arrendatário falhar ao pagamento de duas rendas seguidas, poderá o senhorio denunciar o contrato e exigir a desocupação do imóvel no 3.º mês.

– O atraso no pagamento da renda – se o inquilino pagar a renda com mais de oito dias de atraso quatro vezes interpoladas num ano, o senhorio poderá denunciar o contrato.

– Deixa ainda de ser necessário recorrer à via judicial para o senhorio poder denunciar o contrato para demolição ou obras profundas, podendo agora ocorrer também por mera comunicação.

– O arrendatário poderá proceder à denúncia do contrato, a todo o tempo, decorrido 1/3 do prazo de duração inicial ou de renovação, mediante comunicação escrita ao senhorio com as antecedências mínimas seguintes:

a. 120 dias do termo pretendido do contrato, se o prazo deste for igual ou superior a 1 ano;

b. 60 dias do termo pretendido do contrato, se o prazo deste for inferior a 1 ano.

– Nos contratos de duração indeterminada, prevê o artigo 1100.º que após seis meses de duração efectiva do contrato, o arrendatário poderá denuncia-lo, mediante as antecedências mínimas seguintes:

a. 120 dias do termo pretendido do contrato, se, à data da comunicação, este tiver 1 ano ou mais de duração efectiva;

b. 60 dias do termo pretendido do contrato, se, à data da comunicação, este tiver até 1 ano de duração efectiva.

 

Oposição á renovação

O Senhorio poderá impedir a renovação automática do contrato, mediante comunicação escrita ao arrendatário com as antecedências mínimas seguintes:

a. 240 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 anos;

b. 120 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 1 ano e inferior a 6 anos;

c. 60 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 meses e inferior a 1 ano;

d. Um 1/3 do prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação tratando-se de prazo inferior a 6 meses.

 

O arrendatário poderá impedir a renovação automática do contrato, mediante comunicação escrita ao senhorio, com as antecedências mínimas seguintes:

a. 120 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 anos;

b. 90 dias, se o prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 1 ano e inferior a 6 anos;

c. 60 dias, se o prazo de duração inicial  do contrato ou da sua renovação for igual ou superior a 6 meses e inferior a 1 ano;

d. Um 1/3 do prazo de duração inicial do contrato ou da sua renovação, tratando-se de prazo inferior a 6 meses.

 

Procedimento especial de despejo e criação do Balcão Nacional de Arrendamento

– Foi criado um procedimento especial de despejo destinado a agilizar a despejo do arrendatário quando este não desocupe o local arrendado na data prevista.

– Foi também criado o Balcão Nacional de Arrendamento: ao qual o senhorio pode recorrer para notificar o inquilino da desocupação do imóvel devido à falta de pagamento durante 3 meses.

– Em caso de oposição à notificação do Balcão Nacional de Arrendamento, por parte do inquilino será necessário recorrer ao tribunal.

 

Obras e demolições

– Caso haja necessidade de demolir o edifício ou de obras profundas que obriguem à desocupação, o contrato cessa, com o consequente direito à indemnização, excepto no caso de idade igual ou superior a 65 anos ou de incapacidade superior a 60%, em que há sempre lugar a realojamento em condições análogas.

– Caso haja necessidade de demolir o edifício ou de obras profundas que obriguem à desocupação, o contrato cessa, com o consequente direito à indemnização, excepto no caso de idade igual ou superior a 65 anos ou de incapacidade superior a 60%, em que há sempre lugar a realojamento em condições análogas.

 

Actualização das rendas

– No que diz respeito à actualização extraordinária das rendas, esta irá assentar numa base negocial: o senhorio deverá propor ao inquilino a nova renda, o qual deverá apresentar uma contraproposta. A média dos valores propostos por ambas as partes servirá para calcular a nova renda. Porém, caso não haja acordo, o senhorio terá a pagar o valor da indemnização para ficar com o imóvel disponível. Esta indemnização será equivalente a 60 rendas  (cinco anos)

Existem todavia situações especiais para as famílias carenciadas e para arrendatário com idade igual ou superior a 65 anos, ou com deficiência com grau de incapacidade superior a 60%.

Uma outra novidade prevista neste diploma é o contrato de seguro de renda., cujo objectivo é conferir uma garantia ao senhorio em caso de incumprimento por parte do arrendatário, quer em caso de não pagamento das rendas quer em caso de cobertura de risco do senhorio se tiver de demandar judicialmente o arrendatário.

 

fonte century21

 

Aparição

21 Jul
  • romance que tem como tema principal o problema da existência do homem no mundo.
  • a transcendência do eu que constitui a aparição, encontro do eu consigo mesmo, zona de fulguração íntima, de evidência da vida e da morte, nó de um caminho que leva à explicação dos silêncios, da nostalgia, da angústia existencial.
  • Alberto, o único filho solteiro do Dr. Álvaro Soares, médico e lavrador, e de D. Susana, tem dois irmãos: Tomás, engenheiro agrónomo e lavrador, casado com Isaura e com muitos filhos, é o preferido do pai. Evaristo, o preferido da mãe, é o mais novo tem o curso geral dos liceus e é casado com Júlia, filha de um industrial rico, tem um filho.
  • Nasceu na Serra da Estrela.
  • Vive uma infância em comunhão com a Natureza aliada à figura materna.
  • Após a morte do seu pai, Alberto parte para Évora onde vai ser professor de Português no Liceu.
  • procura encontrar a verdade da vida, o que se torna muito angustiante porque é acompanhada de um sentimento de solidão e incompreensão por parte de quem o rodeia, como alguns membros da família Moura, família burguesa da cidade com quem Alberto Soares se relaciona.
  • Estabelece amizade com o Dr. Moura, antigo conhecido de seu pai, e com as suas filhas: Ana (casada com um Homem rude e distante chamado Alfredo), Sofia (uma mulher problemática com quem Alberto terá um relacionamento conturbado) e a doce e angelical Cristina.
  • Através de Moura ainda conhecerá outras figuras da cidade, como o engenheiro Chico, (com quem travará alguns embates de ordem politicas e filosóficas) e Carolino, o Bexiguinha (jovem aluno seguidor de Alberto).
  • Apenas Ana e Sofia se sentem mais próximas da personagem principal por serem suas alunas espirituais. Além das aulas no Liceu, dá aulas particulares de Latim a Sofia, e acaba tendo com ela um relacionamento secreto. 
  • Com o fim de ano, a cidade que tão bem acolheu Alberto começa a tornar-se hostil. O Director do Liceu repreende-o pelo conteúdo filosófico pouco apropriado das suas aulas.
  • Chico, que a princípio era seu amigo, passa a ser seu opositor em relação às suas ideias existenciais e Sofia passar a namorar Carolino, mas continua a visitar o professor.
  • Num trágico acidente de carro, dirigido por Alberto, Cristina morre deixando o ambiente ainda mais perturbado.
  • Carolino começa a demonstrar um comportamento psicótico e violento, com ciúmes de Alberto e Sofia, tenta matar o professor que o subjuga e humilha, por isso vinga-se no elo mais fraco do triângulo amoroso, matando Sofia.
  • Viver em Évora torna-se impossível para Alberto, muda-se para Faro, onde se casa, tem filhos e envelhece. Com a morte da mãe, vai visitar o casarão da sua família e inicia a narração do começo da história.
  • é visível a filosofia existencialista, quando Alberto procura o «eu» verdadeiro, que surge em numerosas manifestações do quotidiano.
  • No fundo, Alberto sente a constante necessidade de se encontrar a si mesmo; por isso, vive em permanente conflito com a sua condição humana.
  • Em situação alguma, Alberto pondera a intervenção divina pois considera que a sua existência nada pode mudar. Nesta busca de si próprio Alberto experimenta fundamentalmente a rejeição, a solidão e a angústia.
  • esta citação da obra reflete a essência deste romance existencialista:

 «Penso, penso. Não, não penso: procuro. Outra vez. Não, não quero “saber”, sei já há tanto tempo… Mas nenhum saber conserva a força que estala no que é aparição. Porque o escrevo de novo? A verdade é que nada mais me importa. E todavia um estranho absurdo me ameaça: quero saber, ter, e uma aparição não se tem, porque não seria aparecer, seria estar, seria petrificar-se. Queria que a evidência me ficasse fulminante, aguda, com a sua sufocação, e aí, na angústia, eu criasse a minha vida, a reformasse.»

 

Tempestade – tópicos

21 Jul
  • São dois os sinais que indiciam o início de uma tempestade: o vento torna-se progressivamente mais forte (est. 70, vv. 5 e 7) e aparece uma “nuvem negra” (est. 70, v. 8).
  • O mestre manda recolher as velas: primeiro os “traquetes das gáveas” (est. 70, v. 6), depois a “grande vela” (est. 71, v. 4).
  • O mestre é, acima de tudo, um comandante experiente, atento ao meio envolvente. As suas ordens são enérgicas e assertivas (note-se como recorre insistentemente ao modo imperativo dos verbos amainar e alijar , de modo a orientar a atuação dos marinheiros). A forma como fala – “a grandes brados” e “rijamente” – denuncia também a firmeza e a segurança da sua liderança. 3.1. Embora tenham sido apanhados desprevenidos pela tempestade (est. 70, vv. 3-4) e, numa fase inicial, atuem de forma descoordenada e amedrontada (est. 72, vv. 1-2), ao ouvirem o mestre, os marinheiros obedecem-lhe num misto de ânimo, dureza, esforço e cooperação, recolhendo as velas, lançando a carga ao mar, dando à bomba e meneando o leme.
  • Quanto às embarcações, a nau de S. Gabriel fica com a vela grande desfeita e cheia de água (est. 72-73); a nau S. Rafael, com o mastro partido e alagada (est. 75). Os animais, por seu turno, tentam proteger-se da tempestade: os golfinhos escondem-se na cova marítima e as aves cantam tristemente (est. 77). Em relação à flora, são derrubados muitos montes e arrancadas árvores (est. 79) e as areias do fundo do mar são remexidas.
  • O movimento agitado e impetuoso das águas é realçado pelas perífrases metafóricas (est. 76) e pelo adjetivo anteposto, no superlativo absoluto sintético ( “altíssimos mares” , est. 74).
  • A força impetuosa dos ventos é sugerida sobretudo pela personificação (est. 76, vv. 5-6; est. 79, v. 4), pela comparação (est. 84), pela hipérbole (est. 74, vv. 1-4) e pela aliteração de sons sibilantes e nasais (est. 79, 84).
  • A intensidade dos relâmpagos e dos raios é enfatizada pelas comparações mitológicas de teor hiperbólico (est. 78) e pelo adjetivo anteposto ( “vivos raios” ).
  • Receando que o seu desejo de chegar à Índia não se concretize, Gama faz uma prece revelando-se inseguro e temendo pela vida.; b. F. – Gama invoca a Guarda Divina na segunda pessoa do singular (“ senhoreias” , “Tu” , “livraste” , “guardaste” …).; c. V. – est. 81, vv. 3-8; est. 82, vv. 7-8; d. V. – est. 83, vv. 5-8. 5.1. Entre as duas formas de descrição estabelece-se uma relação de contraste absoluto: no auge da tempestade descreve-se uma Natureza agitada, disfórica e destruída (montes derrubados, árvores arrancadas, areias do fundo do mar revolvidas), indutora de sofrimento (cf. comportamento das “Alcióneas aves” e dos golfinhos); no período de acalmia, uma Natureza calma e indutora de felicidade e de harmonia – manhã “clara” , “Ganges mur    murando soa” (est. 92, vv. 1-2) (Nota: A harmonia é sugerida quer pelo léxico quer pelas aliterações e assonâncias).
  • Ao avistar terra, Vasco da Gama ajoelha-se e agradece a Deus o facto de ter escapado à morte e chegado à Índia.

 

 

Tópicos de análise – Tempestade

21 Jul
  • O espaço é marcado pela expressão “dali” ; o tempo, por “cinco Sóis eram passados” (cinco dias).
  • Primeiramente, descreve-se a “figura” do gigante e depois a sua “estatura” ; de seguida, especificam-se aspetos mais particulares, como “O rosto” , “a barba” , “Os olhos” , “a postura” , “os cabelos” , “A boca” e “os dentes” .
  • O principal recurso é a adjetivação, que ora é utilizada de forma dupla ( “robusta e válida” , “disforme e grandíssima” , “Medonha e má” , “terrena e pálida” ), ora simples ( “carregado” , “esquálida” , etc.), podendo ainda encontrar-se flexionada no grau superlativo ( “grandíssima” ).
  • Se Gama permanecesse imperturbável não seria humano; até o corajoso capitão fica estarrecido, o que sublinha o carácter terrífico do gigante.
  • A elogiosa apóstrofe inicial ( “Ó gente ousada” ) é reforçada pela caracterização que a seguir se faz dos Portugueses: estes cometem grandes feitos, são incansáveis em guerras e trabalhos e transgridem os limites ao rasgar os mares, desvendando “os segredos escondidos” do oceano ( “do húmido elemento” ).
  • As profecias são um ingrediente do “maravilhoso”, característico da obra épica.
  • À pergunta de Gama, Adamastor reage como se lhe remexessem numa ferida secreta, como se “a pergunta lhe pesara” , retorcendo boca e olhos, soltando um “brado” de dor, mudando o tom ameaçador, furioso e arrogante para um tom amargo, dolorido “pesada”.
  • O Adamastor foi tocado no seu ponto fraco, levado a recordar o seu drama pessoal e as razões que conduziram à miséria da sua presente situação.
  • O Adamastor revela que, no momento presente, é o Cabo das Tormentas e que fora um titã, um gigante que se rebelara contra os deuses, chefiando a “marinha” titânica contra a armada de Júpiter; explica que a paixão por Tétis o levara a abraçar a rebelião.
  • Tendo reconhecido que a sua monstruosidade não seduziria a ninfa, tentou conquistá-la pelas “armas” , mas foi vexatoriamente ludibriado. A dor da frustração amorosa é vividamente descrita: julgando abraçar a “branca” e “despida” Tétis, afinal apertava um “duro monte/De áspero mato” , tendo-se transformado no penedo que abraçava.
  • Acentuando a sua infelicidade, afigura-se-lhe que Tétis se passeia nas águas que o circundam a ele, um Cabo imobilizado.
  • O Gigante desaparece repentinamente, embaraçado pela sua confissão, largando um “medonho” e amargo choro. Em simultâneo, atenuam-se os sinais iniciais de tempestade: a nuvem desaparece e cessa o bramido do mar.
  • Gama suplica a Deus que impeça a realização das sinistras profecias do Adamastor.

 

 

TEMPESTADE -RESUMO

21 Jul

 

Decorria o “Concílio dos Deuses Marinhos”, quando a armada portuguesa, foi interceptada por uma tempestade proveniente dos ventos que Eolo soltara por ordem dos deuses.

Também no momento em que a tempestade se aproximou, estavam os navegadores entretidos com a história do “Doze de Inglaterra”, contada por Fernão Veloso.

É este um episódio simbólico em que se entrelaçam os planos da viagem e dos deuses, portanto a realidade e a fantasia.

Esta tempestade é o último dos perigos que a armada lusitana teve que enfrentar para chegar ao Oriente, e Camões descreve-a de uma forma bastantes realista, tanto relativamente à natureza, quando refere a fúria desta (relâmpagos, raios, trovões, ventos), como relativamente ao sentimento de aflição sentido por parte dos marinheiros.

O episódio começa por referir a tranquilidade com que se navega em direcção à Índia, assistindo-se depois ao desenlace da tempestade que o poeta descreve de maneira muito real. De seguida é narrada a súplica de Vasco da Gama a Deus = “Divina Guarda, angélica, celeste,”, o qual utiliza argumentos como a preferência por uma morte heróica e conhecida em África, a um naufrágio anónimo no alto mar e o facto de a viagem ser um serviço prestado a Deus. O término da tempestade vem quando Vénus decide intervir ordenando às “Ninfas amorosas” que abrandem a ira dos ventos, seduzindo-os.

Como se pode verificar, mais uma vez, Vénus ajuda os Portugueses a atingir o seu objectivo, visto que os considera um povo semelhante ao seu amado povo latino. Quando a tempestade acaba, os Portugueses avistam a Índia a 17 de Maio de 1498.

  1. Os nautas ouviam a história de Fernão Veloso, quando o comandante, olhando os céus, toca o apito despertando os que dormiam e ordena que recolham as velas mais altas pois o vento está a crescer.
  2. Ainda não tinham terminado a recolha das velas, quando rebenta a tempestade. O mestre volta a ordenar que amarrem a grande vela, mas os ventos indignados não esperam e despedaçam-na com um ruído tal que parecia o mundo a ser destruído.
  3. Os gritos dos marinheiros aterrados e confusos da nau São Gabriel ferem os céus, pois quando a vela rompe, o navio começa a meter água. O mestre grita para que lancem carga à água e que usem as bombas.
  4. Os soldados, empenhados, correm a dar à bomba, mas os balanços atiraram-nos contra a amurada. Três nautas não eram suficientes para segurar o leme, tendo que o prender com cordas.
  5. O vento não podia mostrar mais crueldade do que para derrubar a forte torre de Babel. A possante nau lembrava um pequeno batel nas ondas imensas, causando admiração conseguir suster-se naquele mar.
  6. A nau S. Rafael encontra-se com o mastro partido e quase toda alagada e os nautas chamam Cristo em gritos tão vãos como os gritos vindos da nau Bérrio, embora o mestre tivesse controlado a situação antes que o vento destruísse tudo.
  7. As ondas ora os subiam, ora parecia que os desciam ao Inferno. Os ventos do sul queriam destruir o mundo e os raios pareciam incendiar todo o firmamento.
  8. As aves marinhas cantavam tristemente recordando o pranto causado pelas águas. Os golfinhos nem nas covas marítimas encontravam águas sossegadas.
  9. Nunca Vulcano fabricara raios assim contra os Gigantes, nem Júpiter atirou relâmpagos assim durante o dilúvio.
  10. Quantos montes as ondas derribaram, quantas árvores arrancaram, raízes viradas para o céu, areias do fundo do mar revolvidas, eram as consequências de tal tormenta.
  11. Vendo Gama que se perdia tão perto do fim da viagem, ora subindo aos céus, ora descendo aos infernos, e cheio de temor, dirige-se à Divina Providência.
  12. Apostrofa a Divina Guarda que deu refúgio aos Hebreus, livrou S. Paulo e defendeu Noé.
  13. Se o capitão receia mares perigosos no fim de tantos perigos, porque ficam desamparados se as suas aventuras não ofendem Deus e só visam servi-Lo?
  14. Inveja os venturosos que morreram na luta pela fé em terras Mauritanas que se imortalizaram pelos seus feitos.
  15. Os ventos lutavam como touros, acrescentando força à tormenta, assobiando por entre os cabos, enquanto relâmpagos e trovões, qual guerra dos elementos, pareciam fazer o céu cair dos eixos sobre a terra.
  16. Surge Vénus, estrela da manhã, deusa do amor e mensageira da bonança que afugenta Oríon, mensageiro da tempestade.
  17. Vénus crê que a tempestade é obra de Baco e manda as Ninfas pôr grinaldas de rosas.
  18. Mostrando aos ventos a beleza das Ninfas, manda abrandar por amores a sua força.
  19. Logo que as viram, perderam as forças com que antes lutaram, obedecendo-lhes, Oritia disse a Bóreas, que tanto lhe queria:
  20. Como pode a ninfa acreditar num vento feroz, no seu amor? Se não põe freio a tanta loucura, não poderá mais amá-lo, pois o amor dela converter-se-á em medo.
  21. O mesmo faz Galateia a Noto que de contente de ver que a dama o manda, logo abranda.
  22. As outras fizeram o mesmo aos outros amadores que se entregaram a Vénus que lhes prometeu eternos favores se forem leais nessa viagem.
  23. Já amanhecia nos outeiros da Índia, quando do alto da gávea os marinheiros avistaram terra. Já longe da tormenta, o medo voa dos peitos e o piloto afirma que chegaram a Calecut.
  24. O piloto continua a dizer que se não desejam mais terra, ali acaba a aventura, pois chegaram à Índia. Acabado o sofrimento, Gama ajoelha-se e alegremente agradece a Deus.
  25. Tinha razão em dar graças, pois não somente encontrou o que buscava, mas também se livrou de perigos e cansaços vários, bem como da morte, como se tivesse despertado de um pesadelo.

 

 

 

 

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