5º ano Menina do Mar – primeiras páginas – acordo ortográfico

22 Jan

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A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen

Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta,
sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia
um jardim de areia onde cresciam lírios brancos e uma planta que dava flores
brancas, amarelas e roxas.
Nessa casa morava um rapazito que passava os dias a brincar na praia.
Era uma praia muito grande e quase deserta onde havia rochedos maravilhosos.
Mas durante a maré alta os rochedos estavam cobertos de água. Só se viam as
ondas que vinham crescendo do longe até quebrarem na areia com barulho de
palmas. Mas na maré vazia as rochas apareciam cobertas de limo, de búzios, de
anémonas, de lapas, de algas e de ouriços. Havia poças de água, rios, caminhos,
grutas, arcos, cascatas. Havia pedras de todas as cores e feitios, pequeninas e
macias, polidas pelas ondas. E a água do mar era transparente e fria. Às vezes
passava um peixe, mas tão rápido que mal se via. Dizia-se «Vai ali um peixe» e
já não se via nada. Mas as vinagreiras passavam devagar, majestosamente,
abrindo e fechando o seu manto roxo. E os caranguejos corriam por todos os
lados com uma cara furiosa e um ar muito apressado.
O rapazinho da casa branca adorava as rochas. Adorava o verde das algas, o
cheiro da maresia, a frescura transparente das águas. E por isso tinha imensa
pena de não ser um peixe para poder ir até ao fundo do mar sem se afogar. E
tinha inveja das algas que baloiçavam ao sabor das correntes com um ar tão leve
e feliz.
Em setembro veio o equinócio. Vieram marés vivas, ventanias, nevoeiros,
chuvas, temporais. As marés altas varriam a praia e subiam até à duna. Certa
noite, as ondas gritaram tanto, uivaram tanto, bateram e quebraram-se com
tanta força na praia, que, no seu quarto caiado da casa branca, o rapazinho
esteve até altas horas sem dormir. As portadas das janelas batiam. As madeiras
do chão estalavam como madeiras de mastros. Parecia que as ondas iam cercar
a casa e que o mar ia devorar o Mundo. E o rapazito pensava que, lá fora, na
escuridão da noite, se travava uma imensa batalha em que o mar, o céu e o
vento se combatiam. Mas por fim, cansado de escutar, adormeceu embalado
pelo temporal.
De manhã quando acordou estava tudo calmo. A batalha tinha acabado. Já não
se ouviam os gemidos do vento, nem gritos do mar, mas só um doce murmúrio
de ondas pequeninas. E o rapazinho saltou da cama, foi à janela e viu uma
manhã linda de sol brilhante, céu azul e mar azul. Estava maré vaza. Pôs o fato
de banho e foi para a praia a correr. Tudo estava tão claro e sossegado que ele
pensou que o temporal da véspera tinha sido um sonho.
Mas não tinha sido um sonho. A praia estava coberta de espumas deixadas pelas
ondas da tempestade. Eram fileiras e fileiras de espiava que tremiam à menor
aragem. Pareciam castelos fantásticos, brancos mas cheios de reflexos de mil
cores. O rapaz quis tocar-lhes, mas mal punha neles as suas mãos os castelos
trémulos desfaziam-se.

Então foi brincar para as rochas. Começou por seguir um fio de água muito claro
entre dois grandes rochedos escuros, cobertos de búzios. O rio ia dar a uma
grande poça de água onde o rapazinho tomou banho e nadou muito tempo.
Depois do banho continuou o seu caminho através das rochas. Ia andando para
o sul da praia que era um deserto para onde nunca ninguém ia. A maré estava
muito baixa e a manhã estava linda. As algas pareciam mais verdes do que
nunca e o mar tinha reflexos lilases. O rapazinho sentia-se tão feliz que às vezes
punha-se a dançar em cima dos rochedos. De vez em quando encontrava uma
poça boa e tomava outro banho Quando ia já no décimo banho, lembrou-se que
deviam ser horas de voltar para casa. Saiu da água e deitou-se numa rocha a
apanhar sol.
«Tenho que ir para casa», pensava ele, mas não lhe apetecia nada ir-se embora.
E, enquanto assim estava deitado, com a cara encostada às algas, aconteceu de
repente uma coisa extraordinária: ouviu uma gargalhada muito esquisita,
parecia um pouco uma gargalhada de ópera dada por uma voz de «baixo»:
depois ouviu uma segunda gargalhada ainda mais esquisita, uma gargalhada
pequenina, seca que parecia uma tosse: em seguida uma terceira gargalhada,
que era como se alguém dentro de água fizesse «glu, glu». Mas o mais
extraordinário de tudo foi a quarta gargalhada: era como uma gargalhada
humana, mas muito mais pequenina, muito mais fina e muito mais clara. Ele
nunca tinha ouvido uma voz tão clara: era como se a água ou o vidro se rissem.
Com muito cuidado para não fazer barulho levantou-se e pôs-se a espreitar
escondido entre duas pedras. E viu um grande polvo a rir, um caranguejo a rir,
um peixe a rir e uma menina muito pequenina a rir também. A menina, que
devia medir um palmo de altura, tinha cabelos verdes, olhos roxos e um vestido
feito de algas encarnadas. E estavam os quatro numa poça de água muito limpa
e transparente toda rodeada de anémonas. E nadavam e riam.
– Oh! Oh! Oh! – ria o polvo.
– Que! Que! Que! – ria o caranguejo.
– Glu! Glu! Glu! – ria o peixe.
Ah! Ah! Ah! – ria a menina.
Depois pararam de rir e a menina disse:
-Agora quero dançar.
Então, num instante, o polvo, o caranguejo e o peixe transformaram-se numa
orquestra.
O peixe, com as suas barbatanas, batia palmas na água.
O caranguejo subiu para uma rocha e com as suas tenazes começou a tocar
castanholas.
O polvo trepou para cima dos rochedos e esticando muito sete dos seus oito
braços prendeu-os pelas pontas com as suas ventosas na pedra e, com o braço
que tinha ficado livre, começou a tocar guitarra nos seus sete braços. Depois
pôs-se a cantar.

Então a menina saiu da água, subiu para uma rocha e principiou a dançar. E a
água junto dos seus pés ia e vinha e bailava também.
Escondido, atrás do rochedo, o rapaz, imóvel e, calado, olhava.
Quando a cantiga e a dança acabaram, o polvo pegou na menina e com os seus
oito braços muito escuros pôs-se a embalá-la.
– Vem aí a maré alta, são horas de nos irmos embora – disse o caranguejo.
– Vamos – disse o polvo.
Chamaram o peixe e puseram-se os quatro a caminho. O peixe ia à frente a
nadar com a menina ao lado, depois vinha o polvo e no fim o caranguejo,
sempre com um ar muito desconfiado e furioso.
Foram indo por entre as areias e as rochas, até que chegaram a uma grata para
onde entraram os quatro. O rapaz quis ir atrás deles, mas a entrada da gruta era
muito pequena e ele não cabia. E como a maré estava a subir, teve que se ir
embora, pois se ali ficasse morria afogado.
Foi para casa muito espantado com o que tinha visto e durante esse dia não
pensou noutra coisa. Na manhã seguinte mal acordou foi a correr para a praia.
Foi pelo caminho da véspera, tornou a esconder-se atrás das duas pedras,
espreitou e ouviu as mesmas gargalhadas da véspera. A menina, o caranguejo, o
polvo e o peixe estavam a fazer uma roda dentro de água. Estavam
divertidíssimos.
O rapaz, louco de curiosidade, não conseguiu ficar quieto mais tempo. Deu um
salto e agarrou a menina.
Ai, ai, ai! Que desgraça! Gritava ela.
O polvo, o caranguejo e o peixe tinham desaparecido, aterrorizados, num abrir e
fechar de olhos.
Ó polvo, ó caranguejo, ó peixe, acudam-me, salvem-me – gritava a Menina do
mar.
Então o polvo, o caranguejo e o peixe, apesar de estarem cheios de medo, saíram
detrás das algas onde se tinham escondido, e começaram a tentar salvar a
Menina. Faziam o podiam: o polvo trepava pelas pernas do rapaz, o caranguejo
com as suas tenazes belisca-lhe os pés, o peixe mordia-lhe nas canelas. Mas o
rapaz era maior e tinha mais força, deu-lhes alguns pontapés e fugiu para longe
com a Menina do mar que continuava a chamar:
– Ó polvo, ó caranguejo, ó peixe!
– Não grites, não chores, não te assustes – dizia o rapaz. Eu não te faço mal
nenhum.
Eu sei que me vais fazer mal.

Que mal é que eu hei-de fazer a uma menina tão pequenina e tão bonita?

– Vais-me fritar – disse a Menina do mar. E pôs-se outra vez a chorar e a gritar: –

Ó polvo, ó caranguejo, ó peixe!

– Eu fritar-te! Para quê? Que ideia tão esquisita! – disse o rapaz

espantadíssimo.

Os peixes dizem que os homens fritam tudo quanto apanham.

O rapaz pôs-se a rir e disse:

– Isso são os pescadores. Os pescadores é que apanham os peixes para os fritar.

Mas eu não sou pescador e tu não és um peixe. Não te quero fritar nem te quero

fazer mal nenhum. Só te quero ver bem, porque nunca na minha vida vi uma

menina tão pequena e tão bonita. E quero que me contes quem tu és, como é

que vives, o que e que fazes aqui no mar e como é que te chamas.

Então ela parou de gritar, limpou as lágrimas, penteou e alisou os cabelos com

os dedos das mãos a fazerem de pente, e disse:

– Vamos sentar-nos os dois naquele rochedo e eu conto-te tudo.

– Prometes que não foges?

– Prometo.

Sentaram-se os dois, um em frente do outro e a menina contou:
– Eu sou uma menina do mar. Chamo-me Menina do Mar e não tenho outro
nome. Não sei onde nasci. Um dia uma gaivota trouxe-me no bico para esta
praia. Pôs-me numa rocha na maré vaza e o polvo, o caranguejo e o peixe
tomaram conta de mim. Vivemos os quatro numa gruta muito bonita. O polvo
arruma a casa, alisa a areia, vai buscar a comida. É de nós todos o que trabalha
mais, porque tem muitos braços. O caranguejo é o cozinheiro. Faz caldo verde
com limos, sorvetes de espuma, e salada de algas, sopa de tartaruga, caviar e
muitas outras receitas. É um grande cozinheiro. Quando a comida está pronta o
polvo põe a mesa. A toalha é uma alga branca e os pratos são conchas. Depois, à
noite, o polvo faz a minha cama com algas muito verdes e muito macias. Mas o
costureira dos meus vestidos é o caranguejo. E é também o meu ourives: ele é
que faz os meus colares de búzios, de corais e de pérolas. O peixe não faz nada
porque não tem mãos, nem braços com ventosas como o polvo, nem braços com
tenazes como o caranguejo. Só tem barbatanas e as barbatanas servem só para
nadar. Mas é o meu melhor amigo. Como não tem braços nunca me põe de
castigo. É com ele que eu brinco. Quando a maré está vazia brincamos nas
rochas, quando está maré alta damos passeios no fundo do mar. Tu nunca foste
ao fundo do mar e não sabes como lá tudo é bonito. Há florestas de algas,
jardins de anémonas, prados de conchas. Há cavalos marinhos suspensos água
com um ar espantado, como pontos de interrogação. Há flores que parecem
animais e animais que parecem flores. Há grutas misteriosas, azuis-escuras,
roxas, verdes e há planícies sem fim de areia branca, lisa. Tu és da terra e se
fosses ao fundo do mar morrias afogado. Mas eu sou uma menina do mar. Posso
respirar dentro da água como os peixes e posso respirar fora da água como os
homens. E posso passear pelo mar todo e fazer tudo quanto eu quero e ninguém
me faz mal porque eu sou a bailarina da Grande Raia. E a Grande Raia é a dona
destes mares. É enorme, tão grande que é capaz de engolir um barco com dez
homens dentro. Tem cara de má e come homens e peixes e está sempre com
fome. A mim não me come porque diz que eu sou pequena de mais e não sirvo
para comer, só sirvo para dançar. E a Raia gosta muito de me ver dançar.
Quando ela dá uma festa convida os tubarões e as baleias e sentam-se todos no
fundo do mar e eu danço em frente deles até de madrugada. E quando a Raia
está triste ou mal disposta eu também tenho que dançar para a distrair. Por isso
sou a bailarina do mar e faço tudo quanto eu quero e todos gostam de mim. Mas
eu não gosto nada da Raia e tenho medo dela. Ela detesta os homens e também

não gosta dos peixes. Até as baleias têm medo dela. Mas eu posso andar à

vontade no mar e ninguém me come e ninguém me faz mal porque eu sou a

bailarina da Raia. E agora que já contei a minha história leva-me outra vez para

o pé dos meus amigos que devem estar aflitíssimos.

O rapaz pegou na Menina do Mar com muito cuidado na palma da mão e levou-a
outra vez para o sítio de onde a tinha trazido. O polvo, o caranguejo e o peixe
lá estavam os três a chorar abraçados.
– Estou aqui – gritou a Menina do Mar.
O polvo, o caranguejo e o peixe, mal a viram, pararam de chorar e atiraram-se
os três como cães aos pés do rapaz e começaram outra vez a mordê-lo e a picá-lo.
O polvo com os seus oito braços chicoteava-lhe as pernas.
– Estejam quietos, parem, não lhe façam mal, ele é meu amigo e não me vai
fritar – gritou-lhes a Menina do Mar. O polvo, o caranguejo e o peixe
interromperam a pancadaria, espantadíssimos com estas palavras. O rapaz
baixou-se e pôs a menina na água ao pé dos seus três amigos, que davam saltos
de alegria e muitas gargalhadas. Pediu à Menina do Mar, ao polvo, ao
caranguejo e ao peixe para voltarem no dia seguinte à mesma hora àquele
mesmo sítio.
– Tenho tanta curiosidade da Terra – disse a Menina, – amanhã, quando vieres,
traz-me uma coisa da terra.
E assim ficou combinado.
No dia seguinte, logo de manhã. o rapaz foi ao seu jardim e colheu uma rosa
encarnada muito perfumada. Foi para a praia e procurou o lugar da véspera.
-Bom-dia, bom-dia, bom-dia – disseram a Menina, o polvo, o caranguejo e o
peixe.
-Bom-dia – disse o rapaz. E ajoelhou-se na água, em frente da Menina do Mar.
– Trago-te aqui uma flor da terra – disse; chama-se uma rosa.
E linda, é linda – disse a Menina do Mar, dando palmas de alegria e correndo e
saltando em roda da rosa.
– Respira o seu cheiro para veres como é perfumada.
A Menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente.
Depois levantou a cabeça e disse suspirando:
– É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas
estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São
diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas
bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.

– Isso é por causa da saudade – disse o rapaz.
– Mas o que é a saudade? – perguntou a Menina do Mar.
– A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão
embora.
– Ai! – suspirou a Menina do Mar olhando para a Terra. Por que é que me
mostraste a rosa? Agora estou com vontade de chorar.
O rapaz atirou fora a rosa e disse:
– Esquece-te da rosa e vamos brincar.
E foram os cinco, o rapaz, a Menina., o polvo, o caranguejo e o peixe pelos
carreirinhos de água, rindo e brincando durante a manhã toda.
Até que a maré começou a subir e o rapaz teve que se ir embora.
No dia seguinte, de manhã, tornaram a encontrar-se todos no sítio do costume.
– Bom-dia – disse a Menina. – O que é que me trouxeste hoje?
O rapaz pegou na Menina do Mar, sentou-a numa rocha e ajoelhou-se a seu
lado.
– Trouxe-te isto – disse. – E uma caixa de fósforos.
– Não é muito bonito – disse a Menina.
– Não; mas tem lá dentro uma coisa maravilhosa, linda e alegre que se chama o
fogo. Vais ver.
E o rapaz abriu a caixa e acendeu um fósforo.
A Menina deu palmas de alegria e pediu para tocar no fogo.
– Isso — disse o rapaz – é impossível. O fogo é alegre mas queima.
– É um sol pequenino – disse a Menina do Mar.
– Sim – disse o rapaz – mas não se lhe pode tocar.
E o rapaz soprou o fósforo e o fogo apagou-se.
– Tu és bruxo – disse a Menina – sopras e as coisas desaparecem.
– Não sou bruxo. O fogo é assim. Enquanto é pequeno qualquer sopro o apaga.
Mas depois de crescido pode devorar florestas e cidades.
– Então o fogo e pior do que a Raia? – perguntou – a Menina.
– É conforme. Enquanto o fogo é pequeno e tem juízo é o maior amigo do
homem: aquece-o no inverno, cozinha-lhe a comida, alumia-o durante. a noite.
Mas quando o fogo cresce de mais, zanga-se, enlouquece e fica mais ávido, mais
cruel e mais perigoso do que todos os animais ferozes.
– As coisas da terra são esquisitas e diferentes – disse a Menina do Mar. Contame
mais coisas da terra.
Então sentaram-se os dois dentro de água e o rapaz contou-lhe como era a sua
casa e o seu jardim e como eram as cidades e os campos, as florestas e as
estradas.

– Ah! como eu gostava de ver isso tudo – disse a Menina cheia de curiosidade.
– Vem comigo – disse o rapaz – eu levo-te à terra e mostro-te coisas lindas.
– Não posso porque sou uma Menina do Mar. O mar é a minha terra. Tu se
vieres para o mar afogas-te. E eu se for para a terra seco. Não posso estar muito
tempo fora de água. Fora de água fico como as algas na maré vaza, que ficam
todas enrugados e secas. Se eu saísse do mar, ao fim de algumas horas ficava
igual a um farrapo de roupa velha ou a um papel de jornal, destes que às vezes
há nas praias e que têm um ar tão triste e infeliz de coisa que já não serve e que
foi deitada fora e que já ninguém quer.
– Que pena que eu tenho de não te poder mostrar a terra! – disse o rapaz.
– E eu que pena tenho de não te poder levar comigo ao fundo do mar para te
mostrar as florestas de algas, as grutas de corais e os jardins de anémonas!
E nessa manhã o rapaz e a Menina, enquanto nadavam na água, iam contando
um ao outro as histórias do mar e as histórias da terra.
Até que a maré subiu e despediram-se.
No dia seguinte o rapaz chegou à praia, sentou-se ao lado da Menina do Mar e
disse:
– Hoje trago-te uma coisa da terra que é bonita e tem lá dentro alegria.
Chama-se vinho. Quem bebe fica cheio de alegria.

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